A postagem de hoje: "Thinking Out Loud" Ed Sheeran

Há pouco menos de quatro anos, Ed Sheeran despontava no cenário musical com o aclamado disco “+”. Sua imagem e seu carisma questionavelmente insossos, foram rapidamente ultrapassados por todo seu talento como compositor e como intérprete. O jovem acabou aclamado pela crítica, recebendo, inclusive, merecidas indicações ao Grammy.
Em 2014 ele voltou ao cenário com o disco “X”. O single “Thinking Out Loud” acabou sendo lançado por pressão das partes envolvidas. Em todas as enquetes populares e reviews, a faixa sempre aparece como um dos maiores expoentes do trabalho. A canção quase ficou de fora do disco: foi a ultima faixa a ser gravada para compor a obra.
“Thinking Out Loud” tem uma explícita inspiração em “Let’s Get It On”, clássico hit de Marvin Gaye. Sheeran parece ter se entregado de corpo e alma à gravação da canção. A composição, belíssima e bem costurada, é acompanhada pelos vocais únicos e diferenciados de Ed, na rítmica acústica da parceria entre piano e guitarra. A produção é limpa e impecável. A performance de Ed, por sua vez, é tão intensa e real que, em trabalhos como esse, fica fácil entender o motivo pelo qual seu nome é um dos mais hypados da atualidade.
A ascenção de Ed Sheeran ao topo dos charts é mais uma amostra de que o público, cada dia mais, valoriza e se interessa por cantores que compõem seus próprios singles. Isso é tão notório que não faltam casos de grandes nomes da música que não pensam duas vezes em enfiar seus nomes no quadro de compositores de hits de cujas composições nunca chegaram perto de participar. Nem preciso citar exemplos, certo?
O ruivo traz mais força ao seleto grupo de cantores de grande talento que conseguem atingir ao público e serem respeitados pela crítica, sempre tão implacável com os artistas mainstream.
O resultado do trabalho de Ed Sheeran é inquestionavelmente eficaz. Memorável? Ainda não. Mas tomem nota: Ed Sheeran está dando passos largos e suficientemente consolidados em um futuro não muito distante.
Texto com alteração
http://portalpopline.com.br/termometro-ed-sheeran-thinking-out-loud/

O vídeo de hoje: "Sol e Sal" - Filhos de Jorge. Grupo musical muito bom, de composições ricas.

 Com influências de várias vertentes da musica mundial, o pensamento de juntar o antigo ao moderno, e uma base forte da musicalidade baiana, a Banda Filhos de Jorge se lança no mercado como uma opção inovadora e criativa da mistura de ritmos latinos, com o balanço do axé percussivo e as batidas forte Com musicalidade percussiva baiana, mas inspirada em várias vertentes mundiais, o grupo Filhos de Jorge é o mais novo sucesso da música baiana. Legítima representante do samba-reggae e o samba do recôncavo, a banda traduz a cultura baiana num som dançante e contagiante.O grupo foi formado pelos irmãos Gileno e Gilmar Gomes, ambos com muita experiência no cenário local, brasileiro e mundial. Gileno é tecladista e diretor musical dos Filhos de Jorge. Gilmar é percussionista, atualmente reside em Nova York e se apresenta com Enrique Iglesias.
Com forte influência da MPB e da World Music, o repertório do grupo passeia por Caetano, Djavan, Vanessa da Matta, Gil, Tribalistas, Madonna, etc e não deixa ninguém ficar parado.
Produto do casting da produtora DIVA, os Filhos de Jorge brilharam no ultimo verão, realizando os seus ensaios de verão no Mercado Modelo, grande cartão postal da capital baiana, além de ter participado de grandes eventos.
http://musica.com.br/artistas/filhos-de-jorge/biografia.html

Pensamento do dia


Dica de filme documentário: Monica Z (Waltz for Monica) Grande homenagem feita a história de uma lenda da música na Suécia...

Eu assisti e recomendo. Lindíssimo filme, vale a pena assistir a sua superação emocional, familiar, profissional, amorosa, dessa talentosa cantora superando seu problema de saúde, muito sofrimento e lições aprendidas e todas as adversidades de uma vida rumo ao reconhecimento e a fama.


 Monica Zetterlund, intérprete excepcional de jazz, trabalhou com os maiores nomes da música internacional, e chegou a gravar com o mestre pianista Bill Evans. O filme dirigido por Per Fly mostra a jovem que vivia numa pequena cidade sueca e sonhava com o sucesso nos clubes de jazz de Estocolmo. O filme faz uma viagem com muito charme pelos nightclubs dos anos 1960 e mostra a trajetória da intérprete. Sucesso alcançado, Monica terá então que se esforçar para vencer o lado sombrio da fama. Produção elogiada pela crítica.
A cantora de jazz e atriz Monica Zetterlund nasceu em 1937. Alcançou seu primeiro sucesso com uma versão em sueco da música “Walking My Baby Back Home”, de Joe McIntyre, gravada também por cantores como Dean Martin e James Taylor.
Nos anos 1960, Monica Zetterlund gravou com o pianista Bill Evans. Em 1972, trabalhou no filme “Os Imigrantes”, ao lado de estrelas como Liv Ullman e Max von Sydow.

Ela sofria de grave escoliose , e como resultado, foi obrigado a desistir de se apresentar em 1999. Ela fez sua última turnê oficial longa em 1997, e deu um de seus últimos shows no da Suécia Hultsfred Festival (que geralmente é um festival de pop e de rock bandas, mas ela participou de qualquer maneira - e o público jovem rocha amava).
 Nos últimos anos de sua vida, ela usou uma cadeira de rodas por causa de sua escoliose. Em 12 de maio de 2005, ela morreu na sequência de um incêndio acidental em seu apartamento em Estocolmo

A cantora encerrou a carreira em 1999. Em uma entrevista, declarou: “Agora, eu não canto nem mesmo no chuveiro.”
Monica Zetterlund morreu vítima de um incêndio em seu apartamento, em Estocolmo, em 12 de maio de 2005. 

Pensamento do dia


A percepção através da Arte: Consegue ver? 26 Ilustrações que farão você questionar o mundo

No mundo de hoje acontecem tantas coisas, o tempo todo, que é, certamente, complicado de acompanhar. Somos bombardeados a todo o momento por informações, de todos os lugares, onde quer que estejamos. A Era da Informação é uma benção, mas pode se tornar uma faca de dois gumes caso não saibamos administrar e filtrar da forma correta aquilo que chega até nossos ouvidos.
É preciso manter a mente aguçada e ter pensamento crítico, do contrário nos tornamos mais e mais dormentes, pois é isso que acontece quando a mente não está pronta para ser bombardeada de ideias: nos transformamos em meros receptores.
O artista polonês Pawel Kuczynski se especializou em criar ilustrações que, sem exibirem uma palavra sequer, trazem profundas reflexões sobre o cotidiano. Além de serem trabalhos excepcionais, proporcionam a retomada da criticidade aos nossos olhos e ouvidos cada vez mais passivos, pois é importante lembrar que o mundo não está só à frente, mas aos lados, acima e abaixo de nós.

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criticar_mundo12Não há nada de mau em não conseguir decifrar as imagens de imediato; o mau é sequer tentar.

O vídeo de hoje: "Coração Vazio" - Capital Inicial





A banda Capital Inicial está com um novo videoclipe em circulação na internet. O grupo brasiliense divulgou nesta quarta-feira, 14, o vídeo de “Coração Vazio”, música que faz parte do EP “Viva a Revolução”, lançado no ano passado.

“Coração Vazio” é uma composição do vocalista Dinho Ouro Preto em parceria com Thiago Castanho, ex-guitarrista da banda santista Charlie Brown Jr. Castanho participa da gravação da música e do vídeo com um belo trabalho ao violão que dá uma cara bem folk para a canção.

A música é interpretada apenas pelo ex-CBJ e Dinho Ouro Preto e por isso mesmo os outros integrantes do Capital Inicial - Fê Lemos, Flávio Lemos e Yves Passarel - apenas aparecem na produção junto a outros figurantes.

O videoclipe de “Coração Vazio” tem direção assinada por Rafael Kent, que tem trabalhos assinados com Rashid, Jota Quest, Sepultura e Tiago Iorc, entre outros. 

A postagem de hoje é uma homenagem a todas nós, Mulheres pelo nosso dia!! "Prá Rua Me Levar" Ana Carolina, Seu Jorge




"A Música pode ser o exemplo único do que poderia ter sido a comunicação
das almas, se não tivesse havido a invenção da linguagem, a formação
das palavras, a análise das idéias, a comunicação das almas".


Um breve comentário dessa linda canção. 

Duas culturas musicais bem diferentes, uma com raízes no samba e no
soul e a outra, com base em clássicos da Música Popular Brasileira,

com seus devidos representantes, Seu Jorge e Ana Carolina, cantando uma composição de Ana em parceria com "Totonho",Antônio Villeroy, super parceiro dela. Feita para a Maria Bethânia.  intitulada: Prá Rua Me Levar.
Interpretada com brilhante determinação pela dupla, a letra
fala da intensa percepção da Vida e do Amor de uma forma
madura e consciente, Vida guiada por um caminhar com a
certeza de que tudo a seu tempo será resolvido, mesmo que a
saudade do passado, passado que é e sempre será
parte de um viver, por vezes aflore.

Nota-se que quando ela escreveu a letra não estava ignorando a vida, mas a estava percebendo, intensamente, em si mesma.
Percebe-se nas entrelinhas da composição, que ela não quer ser como a maioria das pessoas que vê na busca de um novo amor uma forma de preencher vazios existenciais. Ela sabe que a solidão é necessária, imprescindível para que possa refletir acerca do que realmente pode ser importante em sua vida. Não se aflige e não se desgasta com o fato de estar só. Até prefere estar passando por este momento em que pode ter esse encontro consigo mesma.
Já possui maturidade suficiente para suportar as adversidades que possam aparecer em seu caminho, sem desesperar-se. Não age mais por impulsos, pois sabe que existe sempre o momento certo para agir, e este momento chega quando seu coração diz: “Agora é a hora. Vá em frente”.
A frase “vou deixar a rua me levar” não significa que ela vai “cair na gandaia” "sair a a procura", divertir-se como uma louca ou perder tempo com futilidades. Significa que ela vai permitir-se ser guiada pela vida, deixar que a natureza cumpra a sua parte. Não forçará nada, quer deixar que tudo ocorra naturalmente, mesmo que a saudade por um certo alguém aperte seu peito.
O afã em viver a vida em toda a sua plenitude não a faz irresponsável ou insensata, ela sabe que muitas coisas ainda devem ser aprendidas, que não sabe tudo. É preciso cumprir certas promessas que fez a si mesma, mudar, renovar-se. Talvez até pedir perdão à pessoa que porventura ela tenha magoado, mesmo que essa pessoa não se importe tanto com isso e não a queira ouvir.
Acredito que esta composição conseguiu dizer muito o que se passa na mente e coração da maioria das mulheres, eu sei, mas cada um pode interpretar a obra de um autor de diversas maneiras – ou da que melhor convier, depende da percepção do momento pelo qual estiver passando.

Essa música escolhi pelo fato de se tratar de uma artista MULHER...compositora, cantora e intérprete de tamanha magnitude onde nos representa tão bem  neste dia especial para todas nós!!

Feliz dia da Mulher!!
                                                                                        Sandra Senna

A dica de hoje: Se você é como eu, que gosta de garimpar filmes antigos ou até já vistos, taí uma boa dica. As releituras sempre podem ser feitas sob um novo prisma.

Título em Português “Antes de Amanhecer”

Vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim, em 95.
Por: Roberto D´arte  (linhas vermelhas em itálico editadas por mim)
Entre as surpresas reservadas para cada um ao longo da vida, nenhuma consegue marcar mais do que um encontro amoroso fortuito. Esse tema, por mais batido que seja na literatura, cinema ou televisão, sempre consegue tocar as pessoas, principalmente se for trabalhado de um jeito simples e eficiente. E é exatamente o que revela o filme "Antes do Amanhecer", de Richard Linklater, que tem uma ótima atuação dos jovens atores Ethan Hawke e Julie Delpy.
É uma história de amor leve, contada de forma simples e recheada por uma bela fotografia de paisagens européias, principalmente de Viena. Tudo começa em uma viagem de trem (naquele que atravessa grande parte da Europa) com um encontro entre os personagens Jesse e Celine. Ele, um americano de visão racional das coisas, decepcionado com o último relacionamento; ela, uma estudante francesa romântica e independente, que volta das férias para Paris. Após os primeiros olhares e conversas triviais, que servem para aproximá-los e levá-los ao vagão-restaurante, inicia-se uma relação que está marcada para durar apenas uma noite. O desenrolar do enredo se dá a partir de uma proposta inusitada feita por Jesse, que, claro, não vou contar aqui para depois não ser chamada de chata.
O tempero de Antes do Amanhecer é feito de ingredientes perfeitamente identificáveis por qualquer pessoa. As sintonias e choques de visões de mundo entre dois desconhecidos colocam em confronto razão e emoção, que terminam por convergir para amor, desejo, amizade, para a poesia do primeiro encontro. O momento mágico do ansiado beijo após longas conversas, o medo de ver uma realidade se confundir como um sonho que se acaba a distância física anunciada, a efemeridade da vida, a dor da despedida... Tudo isso numa só experiência, que pode ser deixada prá trás, mas nunca esquecida.
Vários temas são abordados como morte, vida, amor, amizade e tudo com um clima de romance tão delicioso e inteligente.
O filme aposta tudo em seus diálogos. Com uma naturalidade impressionante, contando com personagens principais grandiosos, iluminados e interessantes, os atores se debruçam no texto de Kim Krizan e Richard Linklater, que também dirige, e emprestam seu entusiasmo e inconsequência juvenis as palavras que dizem. Mesmo não havendo ação ou grandes eventos – na verdade, nada acontece, eles apenas conversam e conversam -, há algo vibrante e vivo permeando todo o longa.
Ao longo do filme, os dois dialogam quase parecendo que procuram colocar em dia a conversa dos anos que perderam por não se conhecerem. Diálogos simples e profundamente humanos, que vão desde o mais banal ao mais profundo dos temas, entre Celine e Jesse em que ao mesmo tempo em que o relógio avança e estes sabem que dentro de pouco tempo se vão separar.
Os dois complementam-se e complementam-nos, apaixonam-se e apaixonam-nos. Ao longo de hora e meia onde acompanhamos Celine e Jesse por Viena e viajamos com estes por esta cidade cheia de História e de diálogos magníficos, e momentos memoráveis, é nos apresentado de forma bela e aparentemente lenta, como que nos convidando a acompanhar e embrenhar na viagem dos protagonistas, enquanto assistimos passivamente ao nascimento do amor entre ambos e aos momentos memoráveis que protagonizam.
É uma ode ao cinema e ao amor, uma obra profundamente terna e romântica, que convida o espectador a partilhar momentos únicos de um casal que fica marcado na nossa memória.

Exatamente duas partes do filme me tocaram em particular. A primeira é quando Celine consegue definir, numa frase em meio à conversa, todo o significado e dimensão que podem caber num encontro: "se Deus existe, ele não está em nós. Nem em você, nem em mim, mas no espaço que nos separa. Se há algum tipo de mágica, ela está na tentativa de entender e compartilhar...". A segunda parte sensibilizou-me no momento da despedida em que eles questionam se irão tornar a se reverem em 5 anos, 1 ano ou 6 meses pelo fato da distância física entre os dois, mas que nem mesmo isso nem o tempo poderá apagar o sentimento único de amor poderá impedir o reencontro.
Ah, ia esquecendo-me de informar aos meus leitores blogueiros que em 2004, foi lançada a continuação, Antes do Pôr-do-Sol (Before Sunset), dessa vez em Paris, onde Jesse estava na cidade onde Celine vivia, para o lançamento de seu livro, e eles tiveram a oportunidade de reviver e relembrar o dia em que estiveram juntos há 9 anos atrás, e discutindo a busca incessante de um pelo outro.
 Fica a dica! Espero que gostem!





Artigo de hoje. Infelizmente hoje em dia cada vez mais comum, uma pena...

Jovens “sarados” com mentes vazias...
Ultimamente, em nome da saúde, vemos cada vez mais jovens sarados. A palavra Sarado remete à lembrança de muitas conjecturas no tocante ao jogo em que as palavras podem ser aplicadas em diferentes contextos.
Sarado pode estar associado à cura de uma determinada doença, seja ela psíquica, corporal, espiritual, financeira, moral e assim sucessivamente.
Hoje vivemos a sociedade do espetáculo, o que não é visível, não existe! Nesta cultura narcisista encontramos, em nome de uma pseudo-saúde, uma variável quantidade de jovens que buscam, nos novos templos de Afrodite, à academia, o parâmetro da beleza, ou seja, ser um jovem Sarado.
No entanto, a perda que a palavra passa a representar no meio social denota problemas profundos, pois, jovens sarados são belos e, logo, os encontramos em cantinhos obscuros aos beijos e abraços, como se a palavra Sarado, desse conotação direta a uma vida sexualmente ativa e prematura.
Jovens que a qualquer custo e preço buscam por músculos e muitas vezes se esquecem do mais essencial que existe por detrás do homem, a sua humanidade, os seus afetos, a capacidade de lidar com o sofrimento psíquico que não é estagnado, pois o mesmo retira do indivíduo a capacidade de crescimento, de refletir e analisar a vida. O que torna o sofrimento uma gama de valor significativo para o crescimento pessoal em todas as suas esferas.
No ambiente escolar é notória essa conjectura, tendo em vista a aprimoração do conhecimento, a escola passa a fazer parte de um espelho “Narciso não acha belo aquilo que não é espelho”, assim passam a desfilar pelos corredores mostrando a beleza da juventude mascarada por um corpo sarado, porém, altamente danificado. Os jovens deixam de pensar, não sabem o que querem, e querem o que não sabem. O desejo é a única forma com que se satisfazem, pois o desejo do homem sarado é sempre um nada. Em outras palavras, em um corpo belo se esconde o desejo pela sedução, necessidade de tornar-se visível e, a pedido de um namoro, logo se legitima em uma sociedade líquida, o direito de fazer sexo sem compromisso.
Os jovens sarados não conseguem ter um plano de vida, traçar um caminho a ser percorrido em sua vida existencial. Apenas vivem, treinam, beijam, festejam. Eis aqui o culto ao hedonismo patrocinado por pais que, muitas vezes, em nome dessa saúde desenfreada acabam por valorizar tais valores em substituição ao crescimento acadêmico.
Os jovens sarados são grandes e belos, mas basta um pequeno relato em sua vida acadêmica para fazer os músculos despencarem e, em nome do patrocínio, chegam os pais financiando e até reafirmando que o filho estuda muito e, exigir demais acabará prejudicando- no. Pobres! Ignoram que machucaram seus filhos ao tirar deles o direito acadêmico de rigor e conteúdo, e interpretativo em nome de outra preferência: pegar seus pequenos “Hulks” no colo e dar de alimentar com linguajares pobres, neutros e pouco condizentes com a realidade que seus filhos estão experimentando.   

O corpo é realidade do sarado, mas não um sarado musculoso e belo, mas um Sarado afetivo, amoroso, dedicado, projetista, capaz de resolver situações com um peso leve. No entanto, nossa sociedade carece de pensamentos, idéias. Nossos intelectuais sarados estão morrendo (Ivan Junqueira, Manoel Monteiro, Rubem Alves e tantos outros), nos falta consciência, amor, responsabilidade; do contrário, ficaremos apenas com os Saradões temporários. O corpo envelhece, mas a consciência, adquiri sabedoria. O que esperar de corpos sarados que não adquiriram características mínimas de consciência, não será na velhice que poderão  tornarem-se sábios. Ao contrário, esses filhos educarão seus filhos de forma pior, dando comidas enriquecidas pelos coquetéis da beleza, enquanto o mundo agoniza o Luto de mais um poeta morto que poderia ter nascido. 
http://www.webartigos.com/artigos/jovens-sarados-com-mentes-vazias/123682/   

Reflexão do dia...

Outro tipo de mulher nua...
Depois da invenção do photoshop, até a mais insignificante das criaturas vira uma deusa, basta uns retoquezinhos, aqui e ali. Nunca vi tanta mulher nua.
Os sites da internet renovam semanalmente seu estoque de gatas vertiginosas.
O que não falta é candidata para tirar a roupa. Dá uma grana boa.
E o namorado apóia, o pai fica orgulhoso, a mãe acha um acontecimento, as amigas invejam, então pudor pra quê?
Não sei se os homens estão radiantes com esta multiplicação de peitos e bundas. Infelizes não devem estar, mas duvido que algo que se tornou tão banal ainda enfeitice os que têm mais de 14 anos.
Nudez pode ter um significado diferente e muito mais intenso.
Talvez a verdadeira excitação esteja, hoje, em ver uma mulher despir-se de verdade – emocionalmente.



Assistir a uma mulher desabotoar as suas fantasias, as suas dores, a sua história. É erótico ver uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente.
Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias-verdades, sem esconder seus pequenos defeitos – aliás, deveríamo-nos orgulhar das nossas falhas, é o que nos torna humanas, e não bonecas de porcelana. Arrebatador é assistir ao desnudamento de uma mulher em quem sempre se poderá confiar, mesmo que vire ex, mesmo que saiba demais.

Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada numa banca de jornal mas, difícil por difícil, também é complicado abrir mão de pudores verbais, expôr os nossos segredos e insanidades, revelar o nosso interior. Mas é o que devemos continuar a fazer. Despir a nossa alma e mostrar para valer quem somos, o que trazemos por dentro. Não conheço strip-tease mais sedutor (M.M) 

O vídeo de hoje: "Peace" - Jimmy Cliff Sempre gostei do trabalho dele... Eterno...



Jimmy Cliff

Cantor jamaicano, nasceu em 1948, em St. Catherine, na Jamaica. Com apenas 14 anos, Jimmy Cliff já tinha lançado no seu país natal um sucesso de vendas, o single "Dearest Beverly", a que se seguiram diversas canções que nos anos seguintes escalaram os tops jamaicanos. 
Com 16 anos, Jimmy (então vocalista de uma banda reggae chamada Dragonaires) fez uma digressão nos Estados Unidos da América com a ajuda do Governo jamaicano e foi aí que o jovem cantor chamou a atenção de um produtor de música ligado à editora Island Records. Este, em 1965, acabou por levá-lo para Inglaterra. No entanto, o primeiro álbum gravado nas ilhas britânicas, Hard Road to Travel, que foi lançado em 1967, teve um êxito relativo. No ano seguinte, o cantor fez uma digressão no Brasil, país onde compôs "Wonderful World, Beautiful People", tema que viria a ser o seu primeiro êxito internacional.
O segundo álbum, Wonderful World (1969), foi aclamado pela crítica e contribuiu para a definição de uma base de seguidores considerável. Em finais de 1969, Jimmy Cliff regressou à Jamaica e gravou "Many Rivers to Cross". 
No entanto, a carreira de Jimmy Cliff sofreu alguns revezes quando tentou, nomeadamente em 1971, dedicar-se mais à música pop em detrimento do reggae, como foi o caso do álbum Another Cycle. Ainda nesse ano, faleceu o seu amigo e colaborador de sempre Leslie Kong, que havia composto com ele os êxitos da carreira de Cliff.
O realizador jamaicano Percy Henzell, inspirado no tema "Many Rivers to Cross", escolheu Jimmy para interpretar o papel principal no filme The Harder They Come, onde fez de traficante de droga. Este filme, estreado em 1973, acabou por tornar o jovem cantor numa estrela de nível internacional, já que, graças à banda sonora, divulgou músicas como "You Can Get It If You Really Want" e "Many Rivers To Cross". 
Jimmy Cliff entrou então num período de menor êxito e até 1975 compôs algumas canções que ainda fizeram furor nostops, como foram os casos de "Under the Sun, Moon and Stars", "Struggling Man" e "House of Exile".
No entanto, Jimmy Cliff não conseguiu tornar-se na estrela máxima do reggae, papel que foi entretanto assumido por Bob Marley.
Depois de algumas mudanças de editora, lançou The Power And The Glory (1983), em colaboração com os Kool & The Gang e o disco foi nomeado para um grammy. Ganhou esse galardão dois anos mais tarde, com Cliff Hanger.
Em 1986, tentou mais uma incursão no cinema ao participar no filme de Harold Ramis, Club Paradise, onde contracenou com o ator norte-americano Robin Williams.
Em 1999, depois de uma pausa de cinco anos, Jimmy Cliff lançou o álbum Humanitarian, onde volta a fazer uma aproximação à música pop, apresentando nomeadamente uma versão de "Ob-La-Di, Ob-La-Da" dos Beatles. Em dezembro desse mesmo ano, o cantor jamaicano fez, ao vivo e para a televisão, um dueto inesquecível com Tracy Chapman do tema "No Woman No Cry" no tributo realizado a Bob Marley, o expoente máximo do reggae.
O músico nunca deixou de compor e regressou aos estúdios para gravar Sunshine in the Music, editado em 2003. A banda de suporte para a digressão deste álbum, os Oneness, já trabalham com Jimmy Cliff desde 1981.

O vídeo de hoje: "Mana" Mayra Andrade - Já havia postado aqui um outro momento do trabalho desta artista, mas como tudo de bom se repete...! Voz singular, maravilhosa, presença de palco, músicos e ritmo nota dez!!


Criado em Terça, 25 Março 2014 10:13


Escrito por Lívia Rangel


ENTREVISTA COM MAYRA ANDRADE:
Lívia Rangel - Representar Cabo Verde fez de você uma artista universal. Você já lançou dois álbuns de World Music, um álbum de jazz e Lovely Difficult, que é mais pop e moderno. Conte-nos um pouco sobre esses diferentes momentos da sua carreira.
Mayra Andrade - Cada um dos meus álbuns são o reflexo de um momento específico da minha vida, de quando eu estava gravando o respectivo álbum. Em primeiro lugar, foi muito importante que eu tenha me estabelecido na cena musical como uma cabo-verdiana. Eu vejo minha nacionalidade e cultura como minha singularidade e força. No entanto, como a minha carreira tem progredido, eu sempre adiciono minhas próprias influências para a minha música, baseado nas experiências adquiridas nas viagens que fiz ao longo da vida. 

Os dois primeiros álbuns de estúdio são mais tradicionais, o terceiro é uma gravação ao vivo, feito com uma linguagem mais jazzy, na Maison de la Radio em Paris. Com este novo trabalho, eu queria ir além da minha formação musical tradicional, eu queria dar um passo em direção a arranjos mais contemporâneos e algo mais pop com base em coisas que eu gostaria de explorar. Para mim, era hora de dar vida a todos os encontros artísticos que eu experienciei durante esses últimos 11 anos em Paris.
"Eu vejo minha nacionalidade e cultura como minha singularidade e força"
L.R. - Cantar em inglês permite que você atinja o mercado mundial da música pop, mas você também gravou em português e em francês . Como você escolhe as músicas em seus álbuns?
M.A. - Nesta gravação, eu queria deixar as questões da língua de lado e concentrar mais na linguagem da música em si. Eu queria escrever uma música, independente de saber se é em crioulo cabo-verdiano ou em Português. Todos os artistas que participaram do disco tem diferentes backgrounds e estilos. Eu sinto que isto é evidente por todo o disco e há um elo entre a minha voz, as composições, os arranjos e todo o som do álbum. Um desafio que Mike Pelanconi (Prince Fatty ) e eu tivemos que dominar juntos!
L.R. - Como foi a escolha de repertório das músicas de seus quatro álbuns para a turnê de "Lovely Difficult"? Qual música os fãs pedem mais?
M.A. - Durante a turnê, tocamos principalmente as músicas do álbum mais recente, e algumas do "NAVEGA", meu primeiro álbum. Algumas delas (Lua, Tunuka, Comme s’il en pleuvait, Dimokransa) tem sido importantes na minha carreira, então eu sempre gosto de cantá-las, mesmo que os arranjos tenham mudado completamente.

Relembre a participação de Mayra Andrade no Jools Holland, cantando "Mana":
Victor Fraga - Você tem sido muitas vezes comparada a Cesária Évora, que faleceu há dois anos. Como você se sente sobre isso?
M.A. - Cesaria e eu certamente temos em comum o fato de que somos duas mulheres  completamente apaixonadas por Cabo Verde e que ambas temos uma voz que nos permite viajar pelo mundo, deixando que as pessoas descubram a nossa música. É absolutamente maravilhoso! Fora isso, tivemos caminhos muito diferentes na vida, que eu sinto que está refletido em nossa música. Nós nunca conversamos muito sobre música, eu tinha um enorme carinho por ela. A primeira vez em que a conheci eu tinha 12 anos, eu trouxe-lhe flores no palco e uma vez em que estávamos nos bastidores, eu me apresentei a ela como cantora. Ela me deu um conselho importante, dizendo-me para nunca esquecer que o público é quem decide se você deve continuar ou não. Cesaria me ofereceu um dos buquês. Foi a primeira vez que alguém me ofereceu flores.
"Eu tenho um público extremamente entusiástico e receptivo no Brasil"
V.F. - O gênero "Morna" de Cabo Verde soa surpreendentemente brasileiro, enquanto que o crioulo cabo-verdiano é dificilmente inteligível para os brasileiros. Como você se sente em relação aos brasileiros, como algo próximo ou como muito estrangeiro?
M.A. - Eu tenho um público extremamente entusiástico e receptivo no Brasil! As origens que nós temos em comum (África e Portugal ) ajuda os brasileiros a reconhecerem-se dentro da minha música e, ao mesmo intriga-os o fato de não entenderem o nosso crioulo e de que existem diferenças rítmicas e intenções. Os brasileiros e os cabo-verdianos têm muitas coisas em comum, mas também muitas diferenças que nos fazem distintos. No caso da música Cabo-verdiana e da música brasileira é muito interessante observar as diferenças que as tornam uma riqueza.
V.F. - E a sua proximidade com Portugal? O Fado desempenha um papel em sua música?
M.A. - Fado não tem influenciado particularmente a minha música, mas enquanto eu crescia e meus avós (que eram Portugueses) envelheciam, eu aprendi a amar essa música.
Traduzido para português por CH Straatmann
http://elevenculture.com/index.php/musica/404-eu-amo-o-brasil-estrela-da-musica-cabo-verdiana-mayra-andrade-fala-sobre-carreira-novo-album-e-brasil

O vídeo de hoje: "Te ver" - Skank

Skank é uma banda brasileira de rock alternativo formada em março de 1991 em Belo Horizonte. A banda já vendeu mais de 6 milhões de discos entre CDs e DVDs.4
O segundo disco, Calango, foi lançado em 1994 e vendeu mais de 1 milhão de cópias e músicas como "Jackie Tequila" e "Te Ver" tornaram-se hits cantados por todo o país. O disco seguinte, O Samba Poconé (1996), levou o grupo a se apresentar na França, Estados Unidos, Chile, Argentina, Suíça, Portugal, Espanha, Itália e Alemanha, em shows próprios ou em festivais ao lado de bandas como Echo & The Bunnymen, Black Sabbath e Rage Against The Machine. O single "Garota Nacional" foi sucesso no Brasil e liderou a parada espanhola (na versão original) por três meses. A canção foi o único exemplar da música brasileira a integrar a caixa Soundtrack for a Century, lançada para comemorar os 100 anos da Sony Music. Os discos da banda ganharam edições norte-americanas, italianas, japonesas, francesas e em diversos países ao redor do mundo. Enquanto O Samba Poconé chegava a quase 2 milhões de cópias vendidas no Brasil, o Skank foi convidado a representar o Brasil em "Allez! Ola! Olé!", disco oficial da Copa do Mundo de Futebol de 1998. Nos próximos álbuns, a música da banda passou a equalizar as origens eletrônicas com novas influências psicodélicas e acústicas, reveladas nos álbuns "Siderado" (1998) e "Maquinarama" (2000).