Um pouco da história dos instrumentos musicais...

Bateria
Bateria
Bateria é um conjunto de tambores e pratos destinados à produção musical rítmica. Os tambores são, provavelmente, os instrumentos mais antigos da humanidade, tendo-se vestígios de seu uso na Pré-história, mais precisamente no período Neolítico.

Os antigos tambores baseavam-se em pedaços de tronco de árvore oco, cobertos nas bordas com a pele de algum réptil ou couro de peixe, e estavam presente em diversas atividades festivas e religiosas das mais antigas civilizações.

No século XX, as baterias (conjunto de tambores) se tornaram famosas pela sua utilização em bandas militares e orquestras. Nessa época, cada pessoa tocava uma coisa de cada vez: um tocava o bumbo; outro tocava a caixa; e uma terceira pessoa tocava os pratos, os blocos de madeira e fazia os efeitos sonoros.  

A partir do desenvolvimento do pedal, por William F. Ludwig, em 1910, foi possível atribuir a uma só pessoa, muitas funções que antes eram atribuídas a diversas. Com a invenção dos suportes para as caixas e tambores, surgiu a idéia de acoplar tudo em um só instrumento, originando a bateria como como conhecemos atualmente ou “trap set”, como foi denominada na época.

Microfone
Microfone
O microfone, instrumento muito útil na atualidade, serve para transformar o som em energia elétrica, e quase sempre, essa energia é “jogada” em um amplificador, fazendo com que haja a amplificação do som com um menor esforço vocal.
No dia 4 de março de 1877, Emile Berninder criou o primeiro microfone. Porém, o primeiro instrumento utilizável foi criado simultaneamente por Alexander Graham Bell, que em seus laboratórios o aperfeiçoou muito, e Elisha Gray.
O desenvolvimento do microfone foi muito importante para o surgimento de outras invenções nos anos posteriores, como o rádio e a televisão, por exemplo. Além disso, a invenção foi extremamente necessária nas guerras e combates de qualquer fim, para transmitir e receber mensagens. É muito provável que sem o microfone, também não haveria a popularização de bandas e conjuntos musicais.
Saiba mais: História do Rádio - História da Televisão

Violão
Violão
Em razão de sua praticidade, baixo custo e do fato de não precisar de uma conexão  elétrica, a guitarra clássica ou violão, como é conhecido no Brasil, é um dos instrumentos mais populares atualmente.

A hipótese mais aceita que narra a origem do instrumento relata que o mesmo é uma derivação de um antigo instrumento árabe chamado alaúde. O mesmo teria penetrado na Europa por meio das invasões muçulmanas na Península Ibérica e se adaptado perfeitamente às atividades culturais do contexto europeu, sendo inclusive, um objeto da nobreza.

O violão desenvolvido na Espanha passou a se chamar vihuela. O mesmo tinha o formato de “oito”, com incrustações laterais; um fundo plano; além de quatro pares de cordas tocados com os dedos, o que produzia um som bastante suave. A partir da vihuela, o violão de antigamente, surgiu outro conhecidíssimo instrumento: a guitarra elétrica.
Curiosidade: somente no Brasil existe a palavra “violão”. No resto do mundo, as pessoas se referem a este instrumento por “guitarra”. Já a “nossa guitarra”, para eles é “guitarra elétrica”, o que gera confusão em muitas pessoas.


Guitarra

O mais popular e versátil instrumento do mundo se originou a partir de um instrumento musical espanhol. A vihuela, como este instrumento era denominado, se originou por meio de dois outros instrumentos mais antigos ainda: o “ud”, com cinco cordas, muito popular no Oriente Médio; e a “cozba”, um instrumento musical romano. O violão ou guitarra clássica, surgiu na Itália, em 1970, e a guitarra elétrica foi uma modificação do próprio violão.

As guitarras elétricas surgiram em 1930. As mesmas geravam um som muito suave e baixo, bem diferente do que conhecemos atualmente. Para ampliar a potência sonora do instrumento, resolveram colocar captadores, que funcionavam como microfones. Isso gerou um pequeno problema, pois os mesmos faziam os bojos das guitarras vibrarem, provocando a famosa alteração sonora chamada “feedback”. Para solucionar esse problema, o famoso Les Paul inventou o corpo maciço da guitarra, o que deixou o instrumento na forma como conhecemos hoje em dia.

A empresa Rickenbacker começou a fabricar as primeiras guitarras em 1931. O primeiro modelo de guitarra elétrica a ser comercializado foi a “Electro Spanish”. Contudo, o principal responsável pela produção em massa e popularização do instrumento foi Leo Fender, criador da mais tradicional fabricante de guitarras que leva seu sobrenome. A Fender também desenvolveu a mais lendária das guitarra, na opinião de muitos: Fender Stratocaster.

A guitarra se popularizou após a Segunda Guerra Mundial, nos anos 50 e 60, período em que ganhou enorme espaço no mundo da música. Hoje em dia, estima-se que existam cerca de 50 milhões de guitarristas em todo o mundo.


Contrabaixo

O contrabaixo é o mais grave dos instrumentos de cordas. Tal característica o torna uma peça fundamental em qualquer orquestra, uma vez que o mesmo produz um “preenchimento” musical muito importante e particular, servindo como um verdadeiro alicerce para os outros instrumentos. O contrabaixo também é um dos maiores instrumentos musicais: geralmente mede 1,80 m de altura e chega a pesar entre 18 e 20 kg.
Sua história se inicia na Idade Média, mais precisamente no período após o Cisma Greco-Oriental, no qual houve o desdobramento do grupo das primitivas violas em “violas de braço” e “violas de pernas”. O instrumento surgiu no século XV, como fruto da evolução de outros instrumentos mais antigos e da necessidade em reproduzir as partes graves da música de uma forma mais nítida e perceptível. Nesse momento, o mesmo possuía apenas três cordas. A adoção de quatro cordas, o que lhe deu um efeito mais virtuoso, só se deu a partir do século XIX.
Entretanto, nesta época o instrumento não havia se popularizado. Para se ter uma idéia, muitas orquestras importantes, como a de J. S. Bach, por exemplo, não eram providas do mesmo. Tal fato se dava em razão das características físicas do contrabaixo, o que tornava seu transporte muito difícil.
Em 1951, o norte-americano Leo Fender resolveu o problema, criando o famoso baixo elétrico. Se o grande porte do instrumento se dava para a amplificação do som, Fender resolveu colocar uma pastilha eletromagnética que permitia a captação do mesmo. O uso do baixo elétrico e suas facilidades foram muito importantes para a popularização do jazz e do blues.
Saiba mais: Idade Média

Teclado
Teclado
Os instrumentos de teclas, tais como o cravo, o órgão e o piano surgiram no século XIV, bem antes da criação dos teclados ou pianos digitais, como alguns dizem, os quais foram aparecer somente nos anos 60. Durante o século XX, os instrumentos de teclas já vinham ganhando avanços. Um exemplo disso foi a criação de instrumentos eletromecânicos, como o Ondes Martenot, além dos órgãos eletrônicos, os quais passaram a usar osciladores e divisores de freqüência para produzir formas de ondas.

O teclado surgiu nos anos 60 por meio do trabalho de Robert Moog, fundador da Moog Music Inc. Os primeiros teclados eram comercialmente inacessíveis, já que custavam acima de U$10.000. Além disso, eram muito grandes (do tamanho de uma parede), possuíam inúmeros cabos e eram muito ruins no quesito afinação.

Hoje em dia, os teclados possuem fantásticos recursos, como o visor LCD, o que facilita bastante seu manuseio; uma gama enorme de sons e efeitos; sem contar o fato de poderem ser conectados  aos computadores, permitindo uma grande possibilidade de exploração ainda maior dos sons.
Saiba mais: História do Piano

Saxofone
Saxofone
Diferentemente do que ocorreu na maioria dos instrumentos musicais que conhecemos hoje em dia, o saxofone não foi simplesmente um fruto da evolução de outro instrumento mais arcaico. Pelo contrário, o mesmo foi totalmente criado em 1840.
O criador do saxofone foi o belga Adolph Sax, um criativo criador de instrumentos. Sax estudou na Royal School of Singing, em Bruxelas, onde teve a sua formação musical. O belga trabalhava junto com seu pai, Charles, que ganhava a vida fabricando instrumentos musicais.
Contudo, Sax focava seu trabalho na criação de novos instrumentos. Seus estudos de flauta e clarinete lhe permitiram fazer um significativo aperfeiçoamento do clarinete-baixo, em 1834. Acredita-se que foi a partir daí que Sax teve a idéia do saxofone: adaptar uma boquilha semelhante à do clarinete.
O saxofone foi exibido pela primeira vez em 1844, na "Paris Industrial Exibicion", em Paris, o que chamou a atenção de todos pela sua “estranha” e bela sonoridade. O instrumento foi patenteado em 1846. Até hoje, o mesmo permanece muito semelhante ao modelo criado por Adolph Sax.
  
Violino
Violino
O violino é um dos mais agudos instrumentos musicais. Seu timbre brilhante e inconfundível o torna parte fundamental de qualquer orquestra. Talvez seja por esses motivos que muitos o chamem de “rei dos instrumentos”.
De fato, o mesmo surgiu entre o fim do século XVI e o início do século XVII, como uma evolução da rebec, vielle e da lyra da braccio, instrumentos que marcaram a música  no fim da Idade Média e início do Renascimento. Contudo, podemos dizer que a história do violino se inicia mais cedo, quando certos instrumentos orientais, como o nefer egípcio e o r'jenn sien chinês, são criados. Tais instrumentos foram base para a criação de inúmeros outros, conforme as necessidades acústicas que iam surgindo.
Os primeiros violinos eram fabricados na Itália. Durante muitos anos, a fabricação do instrumento ficou restrita a três famílias italianas da comuna de Cremona: Amati, Guarneri e Stradivarius. Embora tenha permanecido praticamente o mesmo durante vários séculos, o violino sofreu importantes mudanças em 1782, quando seu arco, que tinha um formato côncavo, passou a ser convexo.

Trompete
Trompete
O trompete é um dos mais antigos instrumentos musicais. Acredita-se que o homem pré-histórico já utilizava um instrumento parecido para assustar animais e se defender. Sabe-se também que várias civilizações da Idade Antiga faziam uso do mesmo em festas e rituais religiosos, pois acreditavam que o som emitido era capaz de afastar os espíritos maus.
Os primeiros trompetes, que na verdade eram mais parecidos com megafones, eram feitos de bambu, ossos de animais, conchas e madeira. Posteriormente, com o domínio  do metal, os romanos passaram a elaborar instrumentos mais resistentes. Assim, os trompetes passaram a ter uma capacidade sonora maior, uma vez que isso era essencial para seu uso em atividades militares.
A partir do século XV, o trompete sofreu significativos avanços, passando a ser utilizado na música, uma vez que anteriormente o mesmo era usado apenas na marcação, ou seja, como reforço rítmico. Entretanto, tal avanço é pequeno se o compararmos com a criação do sistema de válvulas, idealizado pelo alemão Heinrich Stölzel, em 1815. Tal sistema foi muito importante pelo fato de ter deixado o trompete totalmente cromático.
Hoje em dia, o instrumento é muito utilizado na música clássica, no jazz e em vários ritmos latinos.
Saiba mais: Idade Antiga

Flauta
Flauta
Em razão de sua relativa simplicidade e da facilidade de elaboração, a flauta é um dos instrumentos musicais mais antigos que conhecemos. Sabe-se que o homem de neandertal já construía flautas a partir de ossos de animais. Arqueólogos encontraram instrumentos feitos de osso de mamute com 17 e 18 centímetros na caverna de Geibenklöuml, no sul da Alemanha. Por isso, é bem provável que a flauta tenha entre 6.000 e 45.000 anos de idade.
Por esse motivo, não é possível determinar quem foi o criador do instrumento. O que sabemos é que a flauta esteve presente em diversas civilizações. Egípcios e hebreus, por exemplo, a usavam em festas, rituais religiosos e outras ocasiões especiais.
A flauta doce, caracterizada pelo seu corpo estreito e cilíndrico, alcançou seu apogeu em meados do século XVI, sendo amplamente usada como instrumento solo. A partir do século XVIII, a flauta doce perdeu seu espaço para a flauta transversal, uma vez que esta possuía uma maior potência sonora e um timbre mais expressivo. Tal aperfeiçoamento foi idealizado por Theobald Boehm, em 1871.
Nesta época, as flautas eram feitam a partir da madeira. Hoje em dia, o instrumento é fabricado a partir de determinados metais, como o níquel ou até mesmo a prata.
Saiba mais: Egípcios - Hebreus

Piano
Piano
O piano é muito conhecido hoje em dia talvez por ter sido o principal instrumento usado por importantes músicos da história, como Mozart e Beethoven. Munido de um teclado geralmente composto por 88 teclas, o mesmo é um instrumento musical de corda percutida. O som é gerado pelo acionamento dos martelos de madeira, que percutem as cordas em seu interior.
O piano foi criado pelo inventor italiano Bartolomeu Cristofori, por volta de 1700. Cristofori procurou idealizar uma evolução do cravo, um instrumento bastante parecido com o piano, porém em que as cordas eram tangidas por bicos de penas. A principal diferença entre os dois instrumentos é que o piano é capaz de emitir sons suaves ou fortes, de acordo com a intensidade do músico, enquanto o cravo, não. É aí que encontramos a origem da palavra “piano”, que em italiano significa “suavemente”.
Os primeiros pianos eram bastante precários. Em 1783, o instrumento sofreu uma grande evolução quando o inglês John Brodwood criou o pedal surdina e o pedal direito. Outro avanço se deu em 1821, com o francês Sébastien Erhard, que criou um mecanismo que permitia o toque de uma tecla repetidamente.
A segunda metade do século XIX serviu para o aperfeiçoamento e para a introdução destas novas idéias nos modelos fabricados. No século XX, o piano já era um dos principais instrumentos musicais, um resultado de sua versatilidade e grande aplicação na música ocidental.




DETALHES TÃO PEQUENOS...
Carlos Alberto Passos
Jornalista, ator, diretor e produtor de teatro e shows musicais
AGRÔNOMOS. RESMUNGOS
... Uma vez, tempos atrás, escrevi aqui neste espaço, sobre os agrônomos. Aliás, só ando cercado deles. Na outra encarnação devo ter sido um. Há, há, há, há, só rindo! Nunca arrisquei a ser poeta. Mas em homenagem a essa profissão, até escrevi uns mal traçados versos – aqui mesmo nessa coluna - que começava assim: “cavas a terra/como lavro a palavra/em busca da lavoura certa/conheces a terra cansada/ adubos, húmus, estercos, compostagem/o agrônomo sua/na dificuldade/ de a semente germinar/fertilizar com água/o chão nosso de cada dia...” e por aí vai! Por que escrevo isso? É que tenho uma admiração enorme pelos formandos do ano de 1971. O senso de camaradagem é tão grande, que sempre se reúnem de cinco em cinco anos (agora vai ser de dois em dois anos – pois a idade avança!), vindo colegas desse Brasil imenso, para congraçar, relembrar os tempos universitários. E na realidade voltam a serem estudantes e adolescentes.
   Fui (e não foi a primeira) à última confraternização. Comi e bebi (o verdadeiro ‘escocês’ – nada paraguaio!) nababescamente. Não entrei de penetra não! Convidaram-me, pois tenho amigos entre todos. Luciano Souza (o ‘cabeça’ do grupo), Luiz Mendes (esse, meu amigo pessoal), Ana Maria, Lourival dos Santos (ex prefeito de Cruz), Gilton Rosa (fazendeiro e dono do Sky Burger), Lauro Novis,  e todos os outros. Um exemplo a ser seguido. Não deixa de existir um pouco de nostalgia. Melhor assim do que nada. Esperando o próximo convite para rever, comer, beber, e o agrônomo da outra encarnação participar da festa. Uma forma admirável de companheirismo e relações sociais.
RESMUNGOS
... Final de 2011. Antes que eu esqueça e comece a resmungar com histórias picadinhas, ensejo a todos o que desejam para 2012. Claro, com estudo ou trabalho. Os que não têm condições, o Estado é responsável. Agora, os que buscam a vagabundagem e bandidagem, o ano é incerto!
   Retrospectiva do que me lembro: fui injusto quando escrevi sobre os acarajés e abarás de Cruz. Esqueci-me da Ana, que vende no quiosque em frente de Famam.  São tão boa quantas as outras. Agora, existem duas senhoras privilegiadas, que pelo amor de Deus! Uma, ao lado dos quiosques, que ganhou uma bela barraca e outra defronte da prefeitura. Lugares estratégicos: um amigo (agrônomo, como sempre!) foi comer (eu prevenir!) um desses acarajés e teve uma diarreia de dois dias. Que aprendam a fazer (sem usar o óleo de dendê queimado e colocar amido no feijão fradinho) com Ana, e as senhoras que vendem no Largo da Jurema e na porta do galpão perto da Pousada Planalto.
   Já que falei dos quiosques da praça, a coisa está tomando um novo rumo. Se duvidar, vira uma esculhambação como antes. Não sei que autoridade determinou colocar mesas e cadeiras espalhadas pelo jardim, além de não obedecer à ordem de fechar antes da meia noite. Ou foi por iniciativa própria? Querem o quê? Voltar aquela cachaçada toda de antes? O espaço é público. Eles apenas possuem uma concessão. Mas não são todos os quiosques não! Por último: forró, pagodão, arrocha e brega na véspera de Natal combina? Toda a religião tem seus dias para comemorar Jesus Cristo, Maomé, Alá, Buda, Orixás, e talvez outros Deuses que não consta agora do meu pensamento. Com vários nomes, mas ELE é uno. É o dia de confraternização familiar, da ceia, do contato com os parentes. Não tem lógica nenhuma promover festas públicas, separando os filhos dos pais, rompendo com as relações familiares.
   Por falar nisso, houve até tiroteio na festa de três dias da Associação dos Barraqueiros, na Praça Multiuso. E os tiros foram disparados no domingo à noite, madrugada adentro. Mas não é dia e hora para estarmos descansando (não, não, não precisam estar assistindo o ‘fantástico’ não; o namoro, a leitura, fofocando na internet, ou mesmo ‘puxando aquele ronco’), pois a segunda-feira não é dia de branco, ou preto, como queiram codinominar? E a ressaca acaba com qualquer um.Minha obrigação é escrever. O destino dos filhos, os pais são quem sabe!
   Peço perdão a Dona Elvira (ou Antônia) Borba dos Santos. Ela possui seis filhos, e não sete como publiquei. Sete é conta de mentiroso! Só rindo! Feliz 2012 Dª Elvira. E a confusão que eu fiz ao afirmar que a bela cantora Sandra Senna era parenta dos músicos do ACARAJÉ COM PIMENTA? Tiraram o maior sarro com a minha cara!!! Acarajé com Camarão é um; Sarapatel com Pimenta é outro. Apesar de essa misturada toda formar um gostoso prato baiano. Seu parentesco é com o pessoal do Acarajé. Aliás, Sandra está com um CD na praça (Interpretações ao Vivo) que vale a pena escutar.
Por último: mais um trecho da nossa praça principal inaugurada. Com fonte luminosa e tudo. Para namorar, passear, jogar conversa fora. Que ninguém é de ferro. Parabéns, Prefeito Orlandinho.
PAPAI NOEL
Assis Valente foi um grande compositor baiano. Nasceu em Santo Amaro da Purificação e, jovem, mudou-se para o Rio de Janeiro. Carmen Miranda foi uma de suas grandes intérpretes. Até hoje, suas composições são gravadas. Teve uma vida trágica. Não  vou contar a história pois estamos celebrando 2012. Essa música que ele compôs todos cantam. Se reparar na letra, demonstra uma profunda injustiça social, de uma criança que não ganha seu brinquedo de Natal: “Anoiteceu, o sino gemeu/ E a gente ficou feliz a rezar/Papai Noel, vê se você tem/A felicidade pra você me dar/Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel/E assim felicidade/Eu pensei que fosse uma brincadeira de papel/Já faz tempo que eu pedi/Mas o meu Papai Noel não vem/Com certeza já morreu/Ou então felicidade/ É brinquedo que não tem”.
...Até a próxima.

A CONSCIÊNCIA DE SUA MISSÃO.                             (ROBERTO SHINYASHIKI)

Frequentemente, eu me pergunto: O que cada um de nós está fazendo neste planeta? Se a vida for somente tentar aproveitar o máximo possível as horas e minutos, essa mensagem é inútil. Tenho certeza de que existe um sentido melhor em tudo o que vivemos...

Para uns, nossa vinda ao planeta Terra tem basicamente dois motivos: Evoluir espiritualmente e aprender a amar melhor. Todos os nossos bens na verdade, não são nossos, somos apenas as nossas almas e devemos aproveitar todas as oportunidades que a vida nos dá para nos aprimorarmos como pessoas.

Portanto, lembre sempre que os seus fracassos são sempre os melhores professores e é nos momentos difíceis que as pessoas precisam de uma razão para continuar em frente.

As nossas ações, especialmente quando temos que nos superar, fazem de nós pessoas melhores. A nossa capacidade de resistir às tentações, aos desânimos para continuar o caminho é que nos tornas pessoas especiais. Ninguém veio a essa vida com missão de juntar dinheiro e comer do bom e do melhor. Ganhar dinheiro e alimentar-se faz parte da vida, mas não pode ser a razão da vida.

Tenho certeza de que pessoas como Mahatma Ghandi, Nelson Mandela, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Betinho e tantos outros anônimos, que lutaram e lutam para melhorar a vida dos mais fracos e dos mais pobres, não estavam motivados pela idéia de ganhar dinheiro.

O que move essas pessoas generosas a trabalhar diariamente, a não desistir nunca?A resposta é uma só: A consciência de sua missão nesta vida. Quando você tem a consciência de que através do seu trabalho você está realizando sua missão, você desenvolve uma força capaz de levá-lo ao cume da Montanha mais alta do planeta.

Infelizmente muita gente se perde nesta viagem e distorce o sentido de sua existência pensando que acumular bens materiais é o objetivo da vida e quando chega ao final do caminho percebe que só vai poder levar daqui o bem que se faz às pessoas.

Se você se sente angustiado sem motivo aparente, está aí um aviso para parar e refletir sobre o seu estilo de vida. Escute a sua alma: Ela tem a orientação sobre qual o caminho a seguir.

Tudo na vida é um convite para o avanço e a conquista de valores na harmonia e na glória do bem. Beijo. Sandra. Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar! Que possamos estar sempre atentos aos sinais e saber o que realmente se faz necessário. Paz e amor.



O célebre ceramista de Caruaru – tem despertado um Brasil que dorme mesmo quando acordado.

 

NOVOS DIAS - SÉRGIO VAZ

“Este ano vai ser pior...
Pior para quem estiver no nosso caminho."

Então que venham os dias.
Um sorriso no rosto e os punhos cerrados que a luta não para.
Um brilho nos olhos que é para rastrear os inimigos (mesmo com medo, enfrente-os!).
É necessário o coração em chamas para manter os sonhos aquecidos. Acenda fogueiras.
Não aceite nada de graça, nada. Até o beijo só é bom quando conquistado.
Escreva poemas, mas se te insultarem, recite palavrões.
Cuidado, o acaso é traiçoeiro e o tempo é cruel, tome as rédeas do teu próprio destino.
Outra coisa, pior que a arrogância é a falsa humildade.
As pessoas boazinhas também são perigosas, sugam energia e não dão nada em troca.
Fique esperto, amar o próximo não é abandonar a si mesmo.
Para alcançar utopias é preciso enfrentar a realidade.
Quer saber quem são os outros? Pergunte quem é você.
Se não ama a tua causa, não alimente o ódio.
Por favor, gentileza gera gentileza. Obrigado!
Os Erros são teus, assuma-os. Os Acertos Também são teus, divida-os.
Ser forte não é apanhar todo dia, nem bater de vez em quando, é perdoar e pedir perdão, sempre.
Tenho más notícias: quando o bicho pegar, você vai estar sozinho. Não cultive multidões.
Qual a tua verdade ? Qual a tua mentira? Teu travesseiro vai te dizer. Prepare-se!
Se quiser realmente saber se está bonito ou bonita, pergunte aos teus inimigos, nesta hora eles serão honestos.
Quando estiver fazendo planos, não esqueça de avisar aos teus pés, são eles que caminham.
Se vai pular sete ondinhas, recomendo que mergulhe de cabeça.
Muito amor, mas raiva é fundamental.
Quando não tiver palavras belas, improvise. Diga a verdade.
As Manhãs de sol são lindas, mas é preciso trabalhar também nos dias de chuva.
Abra os braços. Segure na mão de quem está na frente e puxe a mão de quem estiver atrás.
Não confunda briga com luta. Briga tem hora para acabar, a luta é para uma vida inteira.
O Ano novo tem cara de gente boa, mas não acredite nele. Acredite em você.
Feliz todo dia!
 
*do livro "Literatura, pão e poesia"  Global Editora
 

Bom diaaaaaaaa... Bjo nos corações... Muito felizzzzzzz!

"SE NÃO HOUVER FRUTOS, VALEU A BELEZA DAS FLORES
SE NÃO HOUVER FLORES, VALEU A SOMBRA DAS FOLHAS
SE NÃO HOUVER FOLHAS, VALEU A INTENÇÃO DA SEMENTE.
VAMOS LEVAR OTIMISMO, PERSEVERANÇA E ACREDITAR
QUE PODEMOS O QUE QUEREMOS".

Profunda composição de um grande amigo Luis Menestrel... Vale a pena introprojetar-se nela...Maravilhoso fim de semana para todos/as vocês que por aqui passam... Beijo nos corações...

SOU UM HOMEM SEM ALMA
Letra de Música: Luís Menestrel

Saio pelo mundo numa busca louca apaixonada
Preciso colher uma rosa para minha amada
Mas só encontro rosas torturadas
Veladas no cimento por uma saudade amarga.

Talhadas na pedra leio frases doloridas douradas
No branco mármore qual crianças abandonadas
Palavras são sementes vivas cantá-las
Germinam no tempo nem a morte consegue matá-las.

Nesta minha busca louca inefável
Contemplo um menino cantor
Deitado num sonho místico
Uma mistura de anjo e dor.

Plantada na terra uma cruz de aço
Pousado nela um beija-flor
Chorando a morte das rosas
Denunciando a falta de amor.

O amor é só uma palavra
As rosas estão mortas          REFRÃO   
Sou um homem sem alma.

Boa tarde!! Paz e Luz pra todos/as!! Cheiro no coração!!

MARAVILHA DE FLAMENCO...

Metrô de Salvador testa viagem pela 1° vez após 12 anos em construção

Prefeito diz que ainda não tem mão-de-obra treinada para operar trens.
Metrô rodou com sacos de areia. Testes devem durar até junho de 2012.

O trem da Linha 1 do Metrô de Salvador fez nesta quinta-feira (22), pela primeira vez após 12 anos, o percurso completo, de 6 km, da Estação Brotas, localizada nas imediações da Arena Fonte Nova, até a Rótula do Abacaxi.
É o início da fase de testes, com previsão para durar até abril de 2012. Nesta etapa, as locomotivas rodam com 600 sacos de areia, quantidade que corresponde, em média, a 60 quilos. Entre abril de junho de 2012, os trens começam a transportar cerca de 600 passageiros em cada viagem. As  passagens não serão cobradas durante este período.
O percurso dos 6 km é concluído em 10 minutos. A partir da Rótula do Abacaxi, os cerca de 1.250 passageiros, capacidade estimada pela prefeitura, deverão utilizar outros meios de transportes para chegar ao destino final.
O prefeito de Salvador, João Henrique, experimentou viajar em um dos vagões. Na ocasião, João Henrique afirmou que ainda não foram contratados trabalhadores baianos e que profissionais do sul do país foram deslocados para operar os veículos durante a fase experimental.

“Uma obra como essa, de alta complexidade, nós não temos nem mão-de-obra. A que está operando este trem aqui veio do sul do Brasil. Nós vamos treinar a nossa mão-de-obra local”, diz João Henrique.
Comentou também que o sistema integrado irá atrasar. “Enquanto as outras etapas do metrô não forem entregues à população, a integração será feita com o tradicional sistema rodoviário que a cidade já dispõe”, afirma. (Veja acima imagens aéreas da primeira viagem do metrô, cedidas pela prefeitura de Salvador).
A construção do metro começou no ano de 2000, com promessa de ter extensão de 12 km pronta em 2003. Adiada várias vezes, a entrega da primeira metade do percurso foi anunciada para inicio de 2012. O gasto, até agora, é de R$ 700 milhões.
A previsão é de 25 mil passageiros transitando por dia na estação de transbordo. No início de 2012, o Ministério das Cidades deve repassar R$ 33 milhões para subsidiar os primeiros seis meses de operação.

A comissão Européia adverte sobre o risco crescente de uma tormenta solar catastrófica

 
A ejeção de massa coronal de 7 de junho passado. (Clique na imagem para ampliá-la).
A Comissão Européia (CE) apresentou um

       A Comissão Européia (CE) apresentou um relatório no qual qualifica como ‘crescente’ o risco de que se produza um evento de dimensões catastróficas causado por uma tormenta solar, o qual pode afetar as infraestruturas terrestres, tais como as redes elétricas, redes de telecomunicações, navegações por satélite, ou aos meios de comunicações, transportes aéreos e marítimos e redes de fornecimento básico para a cidadania.
Segundo informou o Observatório do Clima Espacial da Associação Espanhola de Proteção Civil para os Eventos Climáticos Severos e Prevenção Nuclear, em declarações para a Europa Press, esta postura da Comissão Européia se une ao que têm mantido deste tempos os governos dos Estados Unidos e do Reino Unido quanto a esta possibilidade.
No relatório se destaca que, considerando-se que o próximo máximo de atividade solar se espera para 2013, nos próximos meses o dever do organismo é o de divulgar o possível impacto que o clima espacial poderia ter em certas infraestruturas.
Especialistas em gestão de risco apontaram que existe uma “demasiada incerteza” sobre este tema e, sobre tudo, com respeito às possibilidades reais de que ocorra um destes eventos.  Neste sentido, indicaram que o risco de que se produza uma falha elétrica como consequência de uma tormenta solar em um tempo relativamente curto é “alta” e foi apontado que a sociedade não está preparada para enfrentar isto.

Simulações necessárias

A Comissão Européia propõe definir as responsabilidades e linhas de comunicação antes que ocorra um ‘evento tecnológico’, de maneira que todos saibam como reagir em caso de um alerta.  Assim, os protocolos de resposta a uma crise deveriam estar preparados e provados, através de exercícios de simulação que ajudem a aumentar a consciência dos atores e a determinar as deficiências e debilidades nos procedimentos emergenciais.
O organismo europeu tem a tarefa de elaborar uma lista de riscos que a União Européia enfrentaria, inclusive o clima espacial, assim como os riscos emergentes.  Além disso, os estados membros devem se comprometer a executar uma avaliação de riscos nacionais, baseada nas orientações da Comissão Européia.
Para o Observatório do Clima Espacial da Associação Espanhola de Proteção Civil para os Eventos Climáticos Severos e a Prevenção Nuclear, incluir o clima espacial na lista de riscos emergentes pode contribuir para aumentar a comunicação de perigos e riscos associados, bem como melhorar a preparação para tais eventos.
Ainda bem que o Brasil é um planeta a parte e não precisa se preocupar com estas coisas.
n3m3
Fonte: www.abc.es
"A vida tem sons que pra gente ouvir
Precisa aprender a começar de novo.
É como tocar o mesmo violão
E nele compor uma nova canção..."
       (Roupa Nova)
Mil desculpas a todos(as) pela fata de tempo!!

Queridos(as) visitantes leitores e seguidores, sei que estamos devendo mais postagens, é que graças a Deus a agenda está lotada, e quem gerencia este blog sou eu mesma, mas prometo voltar assim que possível!!
Agradecida sempre!
Grande cheiro nos lindos corações

Batida do violão direciona novo CD de Adriana Calcanhotto

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MARCUS PRETO
DE SÃO PAULO
O violão é princípio, meio e fim de todo o trabalho.
Em "O Micróbio do Samba", oitavo álbum de Adriana Calcanhotto --contando aí o ao vivo "Público" (2000), também centrado no instrumento--, a violonista Adriana Calcanhotto é tão ou mais importante para o resultado artístico do que a cantora, do que a compositora.
Melhor: as três se misturam e se confundem.
Da batida do violão de Adriana nasceram as canções no quarto, os arranjos no estúdio e a impossibilidade dos shows no palco (por uma lesão na mão direita, ela está impedida de tocar e, por isso, cancelou toda a turnê).
Também vem dessa batida --e do título, roubado de frase do compositor Lupicínio Rodrigues (1914-1974)-- a ideia primeira de estarmos diante de um álbum de samba, simplesmente. Mas o negócio é mais complexo.
Adriana toca o violão baseando-se nos preceitos da bossa nova --o samba modernizado por João Gilberto-- e, por isso, seu ouvido "entende tudo como samba", ela mesma define.
"Não sou sambista. Sou alguém contaminada por esse micróbio", diz. "Ele estava incubado, implícito e sub-reptício nos outros discos. Mas, mesmo quando eu fazia baladas e tangos, pode saber que o samba estava ali."
Nada em "O Micróbio...", portanto, remete ao que vem sendo reconhecido como o samba dos anos 2000, o "ritmo exportação" da Lapa carioca, o samba reverente e recatado produzido por uma nova geração "estudiosa".
Tampouco as personagens que povoam as letras das 12 canções se prestam a esse papel passivo, comportado.
"O samba proporciona um negócio de você trabalhar por meio de vozes", diz. "Fiz um samba na voz de um homem, e de uma mulher para um homem, e de uma mulher para outra mulher. Esse é o ambiente do samba. E nem preciso ir à Lapa para isso."

Rodrigo Capote/Folhapress
A cantora Adriana Calcanhotto posa para foto na cama de sua suite no Hotel Unique, em São Paulo, durante entrevista sobre novo álbum
A cantora Adriana Calcanhotto posa para foto na cama de hotel em SP, durante entrevista sobre novo álbum
TRANSAMBAS
Todas as canções nasceram em safra recente, iniciada em 2006, a partir de "Vai Saber?" _samba lançado por Marisa Monte em "Universo ao Meu Redor" que agora ganha versão autoral.
Mas aqui, até esse é menos samba. Encontra maior parentesco nas experiências de Caetano Veloso, em que rock é ingrediente fundamental. Os chamados transambas.
(O próprio Caetano diz que vai valorizar seu violão no próximo trabalho. Nisso, Calcanhotto se antecipou a ele.)
"Eu não pensei sobre isso, mas faz sentido", diz. "Cada vez que ouço o disco, ele me remete a algumas coisas. Penso muito em Jards Macalé. Tem o micróbio da bossa e a carga de influência dos meninos. É trans nesse sentido."
Os meninos são, na base de tudo, Domenico (Orquestra Imperial) na bateria e Alberto Continentino no baixo.
Mas também, em uma ou outra faixa, Rodrigo Amarante (Los Hermanos) na guitarra, Davi Moraes no cavaquinho, Moreno Veloso no prato-e-faca e Nando Duarte no violão de sete cordas.
Como Adriana não pode tocar violão por tempo indeterminado, "O Micróbio do Samba" inicia e encerra o ciclo da artista no assunto.
"Vou ter que inventar um novo jeito de fazer as canções", diz. "Estou encarando isso como uma oportunidade de sair da minha zona de conforto, da qual eu nunca sairia por vontade própria."

Um pouco de mim...

Quem é Sandra Senna
   
“Sou uma pessoa tranquila, mística, católica de nascença, e simpatizante kardecista, de muita fé. Além do canto, adoro um bom livro, um bom filme, fazer teatro e amo dançar. Minha vida se resume em amor fraterno e respeito pelas pessoas. Aprendendo e vou evoluindo a cada dia, sempre em busca da perfeição, apesar de saber que ninguém é perfeito, apenas Deus. Procuro crescer com meus erros. Amo as pessoas assim como os mistérios do universo, e acredito que não estamos sós, que há seres inteligentes também fora da Terra. Dou muito valor à família, para mim é a base de tudo, sinto-me muito só por meus familiares - exceto meu filho – morarem todos em Salvador, por essa razão raramente se fazem presentes em minhas apresentações aqui na cidade. As músicas “Nada sei” (Kid Abelha), “Paciência” (Lenine), Sorri (Charles Chaplin) e “Onde Deus possa me ouvir” (Vander Lee) são composições que me faz refletir sobre a vida, sobre a nossa existência, tem tudo a ver comigo de alguma maneira. Apesar de ter uma outra profissão  encaro a música como prioridade em minha vida, portanto não faço um trabalho de brincadeira, faço um trabalho de cunho profissional e seriedade, sempre pensando em passar para o público o melhor de mim, e sentir o contágio do mesmo se assim posso dizer.

Tenho como parâmetro e admiração a composição e música de Marisa Monte “Gentileza” – feita para o paulistano José Datrino em que este era um empresário rico e bem sucedido que após saber da morte de 500 pessoas, na maioria crianças no incêndio num circo em Niterói há muitos anos atrás, passou a ouvir vozes onde mandavam abandonar o mundo material e se dedicar apenas ao mundo espiritual, e assim ele fez, plantou flores e fez hortas sobre as cinzas do circo e lá ele incutiu nas pessoas o real sentido das palavras Agradecido e Gentileza. Foi um consolador voluntário, que confortou os familiares das vítimas da tragédia com suas palavras de bondade. Era visto em ruas, praças, entre as cidades do Rio de Janeiro e Niterói, em trens e ônibus, fazendo sua pregação e levando palavras de amor, bondade e respeito pelo próximo e pela natureza a todos que cruzassem seu caminho. Convida a todos a serem gentis e agradecidos na e por essa vida. Passou então a ser conhecido popularmente como “José Agradecido” ou “Profeta Gentileza.”
A gentileza, tomada em seu sentido mais amplo, diz Sandra, significa respeito às pessoas, não só no modo de falar e agir, mas no cuidado com o ambiente. Contagiada pelo exemplo de “José Agradecido”, ela frisa que “hoje ele me fez ser melhor que ontem”, com isso faço uso cotidianamente em minhas apresentações a palavra “agradecida” há algum tempo. Um dos trechos mais lindos da música Gentileza a meu ver é a que diz assim “AMOR palavra que LIBERTA, já dizia o profeta”.
Vou parar por aqui para deixar os leitores curiosos e fazer com que aqueles que gostaram da história do Profeta Gentileza pesquisem sobre sua vida em livros ou na net. (risos)
Mensagem aos fãs...
“Acredite em Deus. Seja perseverante e busque os seus sonhos. Eu sou muito grata pelo carinho de todos aqueles que já me ouviram, os que me ouvem e os que ainda estão por ouvir. Acredito que em cada apresentação há uma troca de energias em que nós (cantores/as) deixamos algo com vocês (público ouvinte), e levamos algo de vocês conosco, e esse ‘algo’ eu resumo só em coisas boas, construtivas. Sem o carinho e o apoio de vocês eu não sou nada”.

                                                    
                                                                                                                

Parabéns a todos os músicos por seu dia!!

“A Música transcende o tempo e o espaço, reporta a lugares...
Aperfeiçoa a cultura das pessoas, tem o poder de transformação e de união.
Acredito que a arte de cantar ainda é o melhor caminho
para o resgate da essência humana...”



 "VALOR DO MÚSICO"

Uma vez um jovem que queria trabalhar chegou numa joalheria e pediu um emprego. O dono da joalheria falou:te dou o emprego,mas antes quero que você me faça algo. Pegue esse anel de ouro e venda para mim por três moedas de prata.
Aquele jovem pegou aquele anel e foi oferecer para as pessoas na rua. Primeiro chegou num ponto de ônibus e ofereceu por três moedas de prata,as pessoas olharam e falaram: "isso aqui é latão,te dou uma moeda de prata” - Não satisfeito, ele foi num bar, as pessoas falaram: "isso de graça está caro”.

Andou a cidade inteira, mas não conseguiu vender pelo preço que queria, pois as pessoas achavam que não valia nada. Voltou frustado para a joalheria,devolveu o anel a seu chefe e falou que não conseguiu vender porque as pessoas achavam que não valia nada. Aquele joalheiro então falou: "vai num ourives que tem na esquina,fala para ele avaliar e oferece para ele".

Na mesma hora aquele jovem foi. O ourives analisando falou: "esse anel vale muito dinheiro!" E o jovem ofereceu: "quanto o senhor paga por ele?"
"Te dou trinta moedas", disse o ourives. Aquele jovem todo assustado após ter vendido aquele anel, se admirou: “As pessoas que ofereci na rua não dava nada por esse anel e esse ourives deu muito mais que esperava”. Todo feliz voltou ao joalheiro e deu sua missão cumprida.

MÚSICO, só dá valor para seu trabalho aquele que sabe diferenciar o ouro do latão.
# Uma homenagem ao músico:
13 de Novembro foi o dia
        Dia mundial da gentileza !
         
          Mas a gentileza deveria estar no cotidiano das pessoas...
Esse dia foi criado no Japão em 1996 , a partir  de constatações científicas
de que a gentileza faz bem também a quem é gentil. as pesquisas demonstraram, por exemplo ,
que essas pessoas são mais saudáveis e longevas, além de terem relacionamentos melhores e 
duradouros. No trabalho são mais produtivas e alcançam melhores cargos em suas funções, 
sucessos e felicidades, consequentemente.
A gentileza é um jeito de ser que demonstra uma genuína  preocupação com o outro.
Gentileza é algo construído....não é algo normal.
As pessoas gentis são as que foram treinadas prá isso. Infelizmente nem todo mundo teve esse treinamento.
Para o especialista a verdadeira gentileza, não é subserviente, não serve ao outro.
É sim uma alegria que temos de reconhecer no outro uma parte de Deus que não há na gente.
Mas é pragmática.
"Ser gentil atrái gentileza".
( Carolina Cotta )
 
Psiquiatra explica que combinação entre as duas memórias adquiridas ao longo da vida
e treinamento pedagógico , podem dotar o ser humano de valores éticos, morais e espirituais.
 
Se é agradável um 'seja bem vindo", o que esperamos ( muitas vezes ) o que o outro faça,
precisamos olhar prá dentro de nós também.
Como faço? Como falo ? Estou atrapalhando alguém ?
Gentileza tem algo da essência , da cultura...e da educação...
As empresas têem a necessidade  de que as pessoas invistam na melhoria das relações.
Trabalhe de dentro para fora investindo em gestos mais sutis.
 
( Monja  Coen ).
Coisa
A palavra "coisa" é um bombril do idioma. Tem mil e uma  utilidades. É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma idéia. Coisas do português.
A natureza das coisas: gramaticalmente, "coisa" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "coisificar". E no Nordeste há "coisar": "Ô, seu coisinha, você já coisou aquela coisa que eu mandei você coisar?".
Coisar, em Portugal, equivale ao ato sexual, lembra Josué Machado. Já as "coisas" nordestinas são sinônimas dos órgãos genitais, registra o Aurélio. "E deixava-se possuir pelo amante, que lhe beijava os pés, as coisas, os seios" (Riacho Doce, José Lins do Rego). Na Paraíba e em Pernambuco, "coisa" também é cigarro de maconha.
Em Olinda, o bloco carnavalesco Segura a Coisa tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Alceu Valença canta: "Segura a coisa com muito cuidado / Que eu chego já." E, como em Olinda sempre há bloco mirim equivalente ao de gente grande, há também o Segura a Coisinha.
Na literatura, a "coisa" é coisa antiga. Antiga, mas modernista: Oswald de Andrade escreveu a crônica O Coisa em 1943. A Coisa é título de romance de Stephen King. Simone de Beauvoir escreveu A Força das Coisas, e Michel Foucault, As Palavras e as Coisas.
Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem. Menos o trem, que lá é chamado de "a coisa". A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!".
Devido lugar: "Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça (...)". A garota de Ipanema era coisa de fechar o Rio de Janeiro."Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda / Que coisa louca." Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas.
Sampa também tem dessas coisas (coisa de louco!), seja quando canta "Alguma coisa acontece no meu coração", de Caetano Veloso, ou quando vê o Show de Calouros, do Silvio Santos (que é coisa nossa).
Coisa não tem sexo: pode ser masculino ou feminino. Coisa-ruim é o capeta. Coisa boa é a Juliana Paes. Nunca vi coisa assim!
Coisa de cinema! A Coisa virou nome de filme de Hollywood, que tinha o seu Coisa no recente Quarteto Fantástico. Extraído dos quadrinhos, na TV o personagem ganhou também desenho animado, nos anos 70. E no programa Casseta e Planeta, Urgente!, Marcelo Madureira faz o personagem "Coisinha de Jesus".
Coisa também não tem tamanho. Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira "coisíssima". Mas a "coisa" tem história na MPB. No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré ("Prepare seu coração / Pras coisas que eu vou contar"), e A Banda, de Chico Buarque ("Pra  ver a banda passar / Cantando coisas de amor"), que acabou de ser relançada num dos CDs triplos do compositor, que a Som Livre remasterizou.          Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva). E a turma da Jovem Guarda não tava nem aí com as coisas: "Coisa linda / Coisa que eu adoro".
Cheio das coisas. As mesmas coisas, Coisa bonita, Coisas do coração, Coisas que não se esquece, Diga-me coisas bonitas, Tem coisas que a gente não tira do coração. Todas essas coisas são títulos de canções interpretadas por Roberto Carlos, o "rei" das coisas. Como ele, uma geração da MPB era preocupada com as coisas.
Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade (afinal,"são tantas coisinhas miúdas"). Já para Beth Carvalho, é de carinho e intensidade ("ô coisinha tão bonitinha do pai"). Todas as Coisas e Eu é título de CD de Gal. "Esse papo já tá qualquer coisa...Já qualquer  coisa doida dentro mexe." Essa coisa doida é uma citação da música Qualquer Coisa, de Caetano, que canta também: "Alguma coisa está fora da ordem."
Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar. Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. E tal coisa, e coisa e tal. O cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques. O cheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado. Gente fina é outra coisa. Para o pobre, a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma.
A coisa pública não funciona no Brasil. Desde os tempos de Cabral. Político quando está na oposição é uma coisa, mas, quando assume o poder, a coisa muda de figura. Quando se elege, o eleitor pensa: "Agora a coisa vai." Coisa nenhuma! A coisa fica na mesma. Uma coisa é falar; outra é fazer. Coisa feia! O eleitor já está cheio dessas coisas!
Coisa à  toa. Se você aceita qualquer coisa, logo se torna um coisa qualquer, um coisa-à-toa. Numa crítica feroz a esse estado de coisas, no poema Eu, Etiqueta, Drummond radicaliza: "Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente." E, no verso do poeta, "coisa" vira "cousa".
Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as coisas, para ser usadas, por que então nós amamos tanto as coisas e usamos tanto as pessoas? Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas. Há coisas que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras cositas más.
Mas, "deixemos de coisa, cuidemos da vida, senão chega a morte ou coisa parecida", cantarola Fagner em Canteiros, baseado no poema Marcha, de Cecília Meireles, uma coisa linda. Por isso, faça a coisa certa e não esqueça o grande mandamento: "amarás a Deus sobre todas as coisas".
ENTENDEU O ESPÍRITO DA COISA????

Recomendo aos amantes da MPB a leitura dos dois livros do historiador e pesquisador carioca Renato Vivacqua, podem conferir, pois é uma grande ferramenta de conhecimento da Música Popular Brasileira. Boa leitura!!

Livro Mpb histórias de sua gente
"Um livro para se entender a Música Popular Brasileira." (Jornal Correio Braziliense)

"Dentre os melhores livros ultimamente publicados sobre Música Popular Brasileira. O autor logo se evidencia devotado amante de nossa música ligeira e revela acentuada vocação para pesquisa." (Edigar de Alencar, musicólogo e escritor)

“Acabo de dedicar-me com as suas histórias da gente da Música Popular Brasileira.” (Sérgio Cabral, escritor, pesquisador, político)

“Um trabalho de pesquisa sério, porém de leitura agradabilíssima, dado ao tom da crônica.” (Manoel Onofre Jr. ,pesquisador)

Editora Thesaurus, 1ª edição, 1992, 154 páginas.

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Livro Mpb cantos e encantos 

"O livro leva à curiosidade do leitor interessado flagrantes os mais variados e de certo modo, não revelados do nosso passado musical, que vão do pitoresco ao registro de temas sociais." (Gracio Barbalho, escritor e estudioso da Mpb)

“O livro é realmente uma beleza e veio aumentar  bastante os meus parcos conhecimentos sobre um assunto do qual tanto gosto” (José Carlos Minto, seresteiro)

“A Música Popular Brasileira está em festa com o lançamento desse livro”. (Ary Vasconcellos, pesquisador)

Editora João Scortecci, 1ª edição, 1992, 115 páginas.

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O Projeto Cultura com Café, criado pela Secretaria de Esporte, Cultura, Turismo e Lazer, apresenta nesta quinta-feira (6/10), às 17h, na Biblioteca Municipal Carmelito Barbosa Alves, o show de MPB com a cantora Sandra Senna, as performances teatrais com as atrizes Thaís e Larissa e bate-papo com convidados. O evento é gratuito e aberto à comunidade.



Os projetos Cultura com Café e O Artista Vai à Praça iniciaram no mês de setembro e têm o objetivo de oferecer ao público de Cruz das Almas mais uma opção de lazer e entretenimento com apresentações culturais de artistas consagrados.
Nos encontraremos por lá!!
"Música antes de mais nada" 
                                      Paul Verlaine